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Marcas de um olhar consistente

O que define um processo visual consistente?
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O que define um processo visual consistente?

Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim

Diria que essa é uma boa pergunta, com várias camadas, afinal de contas, não é simplesmente definir um processo visual consistente, mas como ele se constrói, como ele se forma e como ele se ajusta. E se define a partir do próprio conceito de consistência visual, que é uma coisa que eu venho construindo há um bom tempo. Consistência visual não é repetição. É reconhecimento.

Mas tá, o que define mesmo um processo visual consistente e como eu posso dizer que ele trabalha com esse conceito? O que define um processo consistente é a presença de um sistema de decisões que se aplica antes de qualquer execução. Não “qual cor usar aqui”, mas “por que essa cor existe no projeto” — e essa resposta já estar resolvida antes da peça começar.

Três elementos costumam ser o núcleo disso:

  1. Intenção codificada: Quando os critérios de escolha (cor, tipo, espaço, tom) estão registrados em algum lugar — mesmo que só na sua cabeça, de forma clara —, cada decisão nova tem um ponto de ancoragem. Você não parte do zero. Parte de um vocabulário já estabelecido.
  2. Hierarquia funcional: Consistência visual é, na prática, uma hierarquia de funções visuais bem resolvida: o que comunica primeiro, o que sustenta, o que decora (ou não decora). Projetos que parecem “bagunçados” geralmente têm esses papéis invertidos ou misturados.
  3. Disciplina de restrição: Paradoxalmente, quanto menos variáveis você mantém abertas, mais liberdade criativa você tem dentro do sistema. Um projeto com três cores definidas, duas fontes e uma lógica de grid é mais expressivo do que um projeto onde tudo está sempre em aberto. A restrição cria o espaço para a criatividade operar.

Uma marca consistente e construída ao longo do tempo, eu poderia dizer que é uma coisa rara. Procuro construir uma identidade dinâmica e menos rígida. A maioria dos projetos de marca pessoal ou editorial oscila entre dois extremos: ou congela cedo demais — vira uma identidade rígida que não respira — ou muda tanto que perde o fio condutor.

Foi assim que eu construí a minha identidade: em vez de um ativo fixo, eu fui dinamizando, inserindo as paletas sazonais, integrando elementos novos sem precisar construir tudo do zero e fazer tudo de novo. O interessante dessa posição em que eu estou é que a consistência já não precisa de esforço de manutenção. Ela acontece como consequência. O trabalho agora é outro: expandir sem diluir.

O primeiro post do dia no Site Josivandro Avelar. Um tema por semana, com uma pergunta por dia sobre assuntos relacionados a arte, cidade e comunicação. Pergunte o que quiser, eu posso lhe responder.

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