Nem sempre a primeira opção é aquela que permanece. Muitas vezes, ela é apenas o início de um percurso cheio de desvios, ajustes e descobertas. No episódio 228 do Luneta Sonora, a conversa parte de uma crônica pessoal que eu publiquei aqui no site no domingo para tratar de algo muito maior: as escolhas que fazemos, as que deixamos para trás e como todas elas moldam quem somos. A ideia aqui não é romantizar o erro, mas entender o papel que ele desempenha na construção da identidade.
Escolher cedo carrega um peso enorme. Existe uma expectativa social de acerto imediato, como se mudar de ideia fosse sinônimo de fracasso. Só que a prática mostra o oposto: identidade não nasce pronta, ela se constrói no movimento. Caminhos abandonados não são tempo perdido — são repertório. Eles ensinam limites, revelam desejos reais e ajudam a refinar decisões futuras.
A comunicação, nesse contexto, deixa de ser apenas uma profissão e passa a ser um território de convergência. É onde diferentes interesses, inquietações e linguagens encontram espaço para coexistir. No episódio, fica claro que o percurso até aqui não foi linear, mas foi coerente. Cada escolha — inclusive as que não se sustentaram — ajudou a formar uma base sólida para os projetos atuais. Dá o play para entender melhor o que eu quero dizer.
O episódio 228 é um convite à reflexão consciente. Para quem está começando, para quem está em transição e para quem já percebeu que mudar de rota faz parte do processo. A primeira opção pode não ser o destino final, mas quase sempre é essencial para chegar onde se está. No fim das contas, não se trata de acertar de primeira, e sim de continuar escolhendo, com clareza, quem você quer ser.
Luneta Sonora
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