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Diálogo em tipografia pura

Que tipo de mensagem mais conecta com o público hoje?
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Que tipo de mensagem mais conecta com o público hoje?

Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim

A resposta para esta pergunta é contraintuitiva e oposta ao que a maioria das estratégias de social media prega. Talvez poderia dizer que essa seja uma opinião impopular. E é mesmo.

Porque se for para falar, eu posso falar, afinal de contas, estou num espaço que me permite isso. Afinal de contas, estamos falando sobre diálogo em tipografia pura. Pelo menos a pureza do diálogo propriamente dito.

Considerando a dinâmica atual das redes sociais e as mudanças constantes no comportamento do público no consumo de mensagens, que tipo de conteúdo ou abordagem narrativa mais consegue estabelecer uma conexão genuína com as pessoas hoje?

Em um cenário de alta saturação digital, quais elementos e tons de voz são fundamentais para captar a atenção e gerar um engajamento real e duradouro? Eis a “opinião impopular”:

O que conecta de verdade hoje:

1. Perspectiva não-genérica

  • Pessoas estão saturadas de análises “corretas” e superficiais
  • O que funciona é opinião formada — mesmo que seja impopular
  • Não é “dica de ouro” que vale para todos. É “eu vejo assim” que vale para quem pensa similar
  • O #ContentTalks funciona porque existe opinião, não uma coisa didática

2. Processo > Resultado

  • Foto final perfeita? Passam por cima.
  • “Como cheguei nisso?” + o rascunho? Engajam.
  • Vulnerabilidade estratégica — mostrar dúvida, revisão, mudança de ideia
  • Seu próprio crescimento visual é mais interessante que seu estilo “acabado”

3. Brevidade extrema com densidade

  • Não é “post curto”, é ideia completa em 3 linhas
  • A pessoa lê tudo. Entende tudo. E ainda pensa depois.
  • Seu texto limpo, sem fluff, faz isso naturalmente

4. Repetição conceitual (não temática)

  • Não é publicar sobre o mesmo tema de novo
  • É explorar a mesma ideia de ângulos diferentes
  • Exemplo: você poderia publicar 5 vezes sobre identidade visual, mas cada uma perguntando algo diferente
  • Isso cria “ah, nunca tinha pensado por esse lado”

5. Referência à experiência vivida, não abstrata

  • “Identidade se erode porque…” (genérico)
  • “Ontem vi um caso em João Pessoa onde…” (concreto, contextuado)
  • Pessoas conectam com situação específica, não princípio universal

O padrão maior por trás disso:

As redes sociais estão vivendo uma reação anti-polimento.

  • 2015-2020: perfeccionismo, filtro, curadoria extrema
  • 2020-2023: “autenticidade” (mas ainda staged)
  • 2023-2026: cansaço real — as pessoas querem verdade, mesmo que imperfeita

Há um movimento silencioso de volta para o “real”. Mas aqui está o paradoxo: o “real” que funciona é o real observado e articulado, não o caótico.

Afinal, está cada vez mais na moda a tendência de perfis privados e fotos reais, só ver que o Instagram lançou uma ferramenta parecida com o BeReal, que está na caixa de entrada.

O que NÃO conecta mais:

  • Inspirational quotes genéricas
  • Antes/depois sem contexto
  • Infográficos que simplificam demais
  • Tendências (você posta porque está em alta, não porque acredita)
  • Conteúdo que tenta agradar todos
  • Polimento sem perspectiva

Para o contexto específico:

O diferencial natural da minha marca é exatamente esse:

✓ Ela tem perspectiva singular (a Luneta é conceitual, não prescritiva)
✓ Ela opera em densidade (diz muito em poucas palavras)
✓ Ela contextualiza (Cidade, Arte, Comunicação — sempre situada)
✓ Eu não tento agradar — tento comunicar
✓ O processo é visível (evolução do site, dos posts, do pensamento)

E o que pode amplificar isso? Algumas coisas eu nem faço porque não são do meu padrão, mas outros clichês que atrapalham a capacidade de diálogo precisam ser revistos em qualquer situação, como:

  • Mais posts tipo “percebi isso hoje, vejam só”
  • Menos posts tipo “5 dicas para…”
  • Documentar mudanças (seu site evoluiu, mostre por quê)
  • Refazer conceitos antigos com novo olhar
  • Explorar contradições (as coisas são mais complexas que parecem)

O número que importa agora:

Não é mais alcance. É profundidade de conexão. É diálogo em sua profundidade. Uma pessoa que lê tudo que você publica e pensa por 3 dias vale mais que 1000 que passam por cima.

E isso tem implicação direta: você pode ter menos seguidores mas mais influência. Porque influência real vem de quem acredita em você, não de quem vê você.

O primeiro post do dia no Site Josivandro Avelar. Um tema por semana, com uma pergunta por dia sobre assuntos relacionados a arte, cidade e comunicação. Pergunte o que quiser, eu posso lhe responder.

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