Que cidade aparece quando você cria sem idealizar o espaço?
Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim
A correria, a pressa, e até a nossa preguiça nos fazem criar sem idealizar direito. Afinal, será que a gente tem mesmo tempo de criar as coisas, de entender as coisas, de pensar em como elas vão ser e como tudo vai se constituir? A gente pensa nisso, na nossa capacidade de observação, no que a gente pode criar dentro do espaço público, no que a gente quer fazer nesse laboratório urbano chamado cidade. E quer, de certa forma, criar uma cidade dos sonhos. Mas que cidade aparece quando eu crio sem idealizar o espaço que eu estou? Como eu quero trabalhar com essa cidade? Será que essa é a cidade que eu sonho?
Realmente, a gente pensa muito em como trabalhar com esse conceito, com base no que a gente observa, com base no ruído que surge ao nosso redor, com base em tudo que a gente quer pensar naquele momento e muitas vezes não tem tempo de se planejar melhor, afinal, a gente não pode ter tempo a perder. Quer criar, quer inventar, quer fazer um monte de coisas e conceitos com os quais a gente nem sempre está acostumado, mas a gente quer de certa forma trabalhar os nossos projetos com a observação importante de que eles sejam a nossa cara, a cara da cidade, a cara de um futuro que a gente quer construir e muitas vezes nem sabe por onde começar.
Mas a gente começa, entendendo que é necessário e que faz parte da nossa trajetória. É com base no que a gente observa que a gente conta histórias. É com base no produto de nossa observação que a gente transforma o nosso cantinho, o nosso lugar, em um laboratório urbano. Nada ali está pronto e nada ali é definitivo. Você precisa formular as ideias e trabalhar as coisas. E talvez esteja na minha cabeça a cidade que eu crio sem idealizar. E como ela aparece para mim: dinâmica, funcional, alegre, viva, do jeito que eu gostaria que funcionasse. Ela é feita de alma, é feita de cada vizinho, é feita de cada pessoa que passa.
Muitas vezes, a gente tem as ideias no momento, em cima do laço, e transforma tudo isso em criatividade, em nosso laboratório urbano. É entender o nosso redor e saber que a vida tem um ritmo completamente diferente em cada lugar. De repente, você está no mais agitado dos lugares, e num instante, está no mais tranquilo deles. E nem precisa ir e estar longe: bastam apenas poucos passos. O mesmo lugar guarda nuances únicas em cada rua e cada esquina. Uma cidade nunca é homogênea, nunca é um núcleo isolado. Ela é feita de várias cidades. Ela é feita de vários lugares. Ela é um organismo vivo e complexo. Ela é única em várias.
É com essa diversidade que eu trabalho. Na certeza de que em cada rua e cada esquina existe uma surpresa, e eu posso estar em vários lugares em um único lugar. Essa é a cidade que eu crio sem idealizar, porque enquanto eu posso não estar idealizando nada, posso ter ideias sobre várias coisas. Porque a nossa cabeça não para de pensar em nenhum momento. A cidade que eu crio sem idealizar talvez seja diferente da cidade que você idealizou. E talvez seja aqui que a gente queira e possa convergir para que a cidade onde a gente vive seja a cidade onde a gente se sinta bem. Que seja, efetivamente, a cidade onde a gente viva, não no conceito de estar, mas de ser.
#SetePerguntas
O primeiro post do dia no Site Josivandro Avelar. Um tema por semana, com uma pergunta por dia sobre assuntos relacionados a arte, cidade e comunicação. Pergunte o que quiser, eu posso lhe responder.













