Quando tudo começa a fluir, ou melhor, quando você acredita que tudo começa a fluir, você começa a se sentir cansado. Sabe que persistir cansa, mas desistir cobra mais caro. Para começo de conversa, tudo o que você precisa pensar, e depois fazer, é sobre como as coisas devem fluir daqui em diante, afinal de contas, você precisa se acostumar com o novo ritmo que o novo ano traz.
O princípio de tudo é sobre as dificuldades que a gente vai enfrentar ao longo dessa caminhada que está apenas começando, e nem chegou nas fases mais difíceis. Então porque desistir? Se a gente encara o que é mais difícil logo de início, a gente terá experiência e vontade de superar os obstáculos que irão surgir ao longo dessa caminhada que representa um ano inteiro.
Por isso, meus amigos, eu lhes digo: não existe caminhada mole para quem busca realizar os seus objetivos. Saiba apenas que o caminho não vai ser fácil, porque persistir pode ser cansativo, mas desistir não é uma opção. Nem deveria ser considerada. A gente trilha essa caminhada sabendo que ela não vai ser mole. Saiba disso desde já e caminhe sabendo o que você vai encontrar. E não diga que ninguém lhe avisou que assim seria.
Não existe caminhada que pare no meio, e desistir vai cobrar a conta lá na frente daquilo que a gente escolheu, por comodismo, simplesmente não enfrentar. Não há para que se desanimar na primeira dificuldade que aparece. Dificuldades são coisas que a gente deveria prever que acontecem. E uma delas é o desgaste.
Afinal, chegou aquele ponto em que o desgaste aparece. A empolgação já foi, o resultado ainda não veio e a vontade de largar começa a rondar. Mas calma! Pois é, calma é uma das palavras que eu já digitei várias vezes nessas conversas até aqui. É verdade que ainda restam mais conversas, afinal de contas, concluir as 31 conversas é o primeiro passo, como eu já fiz outras vezes em outros janeiros. Foi assim que eu cheguei até aqui.
Essa conversa não romantiza nada. Ninguém está dizendo que a caminhada é mole, afinal de contas, toda caminhada que a gente faz nunca passa por uma estrada perfeita, e sim por um verdadeiro caminho das pedras. E em algum momento, a gente vai precisar passar por vários obstáculos para chegar até onde a gente quer. Persistir exige energia, foco e paciência. Mas desistir cobra em arrependimento, frustração e na sensação de “e se…”.
O recado é duro e honesto: todo caminho que você escolher vai doer, não vai ser mole, ninguém disse que seria. Mas vai doer — e precisa doer. Sei que é meio duro ter de dizer isso, mas é a verdade, e você precisa conviver com isso se quiser seguir nesse caminho das pedras. Afinal, continuar dói agora, desistir dói depois — e por mais tempo. A diferença é escolher qual dor faz sentido suportar.
Nem toda escolha é confortável. Mas algumas são necessárias. A zona de conforto não te faz sair do lugar, não te faz efeito algum, nem faz você sentir as dores do caminho. Sair dela dói. Mas você vai entender lá na frente porque tudo isso foi necessário, afinal de contas, desistir nunca será uma opção para quem persiste no caminho que nos faz feliz.
#31conversas
Todo mês de janeiro tem #31conversas sobre a vida, o começo do ano, planos, muita coisa. Uma conversa por dia durante todos os 31 dias do primeiro mês de cada ano, sem tema, sem nada: não precisa partir de uma pergunta, uma boa conversa já é o suficiente.











