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#31conversas de 2026 – 006: Nem todo plano precisa ser explicado pra todo mundo

O silêncio é uma estratégia para que todos os planos que a gente tem deem certo. Nem sempre é o momento de contar, é sempre necessário preservar.
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Nesses últimos dias você leu bastante sobre a revolução criativa que acontece aqui no site. E eu não expliquei muita coisa, talvez nem precise, quero que as pessoas descubram aos poucos, como um quebra-cabeças. Nem todo plano precisa ser explicado para todo mundo, e nem sempre todo plano está pronto o suficiente para ser explicado da maneira que se quer. Afinal, nem tudo está maduro o suficiente para se tornar público, tudo o que a gente não pode fazer é pular fases.

Posso até contar uma coisa ou outra dos projetos que eu tenho em mente e muitas vezes até confundir, mas o momento exige silêncio estratégico. Lembra do ano passado, de quando eu passei a ter um quarto próprio? Eu sabia que teria um quarto próprio um ano antes da concretização do projeto, sabia qual seria o quarto e juntei o que eu podia para as melhorias do ambiente. Ali eu precisava manter silêncio, não queria que nada desse errado e eu tivesse que voltar atrás no que eu disse.

Mas sabe quando eu contei que eu teria o meu próprio quarto? No início do ano passado e ainda muito timidamente. Sabe quando eu revelei mesmo que estava no meu próprio quarto, sem medo de errar? Quando eu já estava nele. Toda aquela conversa do episódio 200 do Luneta Sonora era justamente porque eu acreditava que até o momento em que o episódio fosse gravado em vídeo pela primeira vez, eu já estaria no meu quarto. Dito e feito, isso aconteceu semanas antes.

Guardar não é esconder, é cuidar. Tem coisa que precisa crescer no escuro, longe de opinião, comparação e ruído externo. O mundo não precisa entender agora – às vezes, nunca. Se a gente conta tudo para todo mundo, a cobrança pelas promessas que precisam ser cumpridas é inevitável. Por isso, mais uma vez, é necessário ter uma coisa que eu sempre vou falar ao longo desse mês de janeiro: calma. Quantas vezes eu vou ter que falar sobre isso, a necessidade de se ter calma?

O silêncio é uma estratégia para que todos os planos que a gente tem deem certo. A gente muitas vezes fica empolgado em contar tudo para todo mundo, mas mais uma vez eu peço calma e paciência. Nem sempre é o momento de contar, é sempre necessário preservar. Manter esse silêncio estratégico ajuda a proteger o que ainda está em construção. Plano falado demais vira promessa. Promessa gera cobrança. E cobrança mata processo antes de ele ganhar forma.

E sobre a revolução criativa? Eu apenas pontuo, transformo em um conceito abstrato como de fato ele é para planos que aos poucos vão sendo executados, porque é um monte de processos criativos e ideias que se juntam em uma única ideia, talvez a mais complexa de todas que eu possa ter. Não é uma coisa só, e se eu contasse, seria complexo demais entender. O que eu quero é que as pessoas sintam ela acontecer, por isso eu falo sempre que a revolução criativa está em curso.

No fim das contas, é sobre o momento certo, e nem sempre ele é nos primeiros dias de janeiro. O que tiver que ser guardado, precisa ser guardado. E o que tiver que ser feito, precisa ser feito, cada coisa no seu tempo. Deixe que as coisas fluam da maneira mais natural e menos extraordinária possível, para que as pessoas descubram o extraordinário apenas vendo o que de tão diferente acontece. Porque confiança não vem do aplauso. Vem de seguir mesmo o silêncio.

Todo mês de janeiro tem #31conversas sobre a vida, o começo do ano, planos, muita coisa. Uma conversa por dia durante todos os 31 dias do primeiro mês de cada ano, sem tema, sem nada: não precisa partir de uma pergunta, uma boa conversa já é o suficiente.

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