Aos poucos, tudo vai entrando no ritmo. Ou você vai reconhecendo esse ritmo. Talvez nem saiba onde esteja direito, mas vamos lá: onde você está e onde você se encontra? Qual é o ritmo que você consegue sustentar? O ritmo certo é aquele que você consegue sustentar, e que você consegue suportar. Talvez essa seja a palavra.
Sobre o que e o quanto você suporta. E olha, eu já suportei um monte de coisas ao longo desse tempo. Mas é porque eu quis e eu precisei suportar, sabendo que sonhos não são fáceis. E talvez seja diante de tudo aquilo que a gente suporta que a gente teme um pouquinho pela nossa constância e sobre até onde ela consegue ir.
Este é o momento de parar de se comparar com agendas alheias, rotinas milagrosas e fórmulas prontas. O ritmo ideal não é o mais rápido, é o possível. Aquele que cabe na sua vida real, com falhas, imprevistos e dias ruins. E a gente sabe que em algum momento, o ano vai nos reservar algumas surpresas muitas vezes imprevisíveis. Como já aconteceram várias em outros anos. E passamos por tudo isso, e chegamos até aqui.
Os imprevistos fazem parte da nossa caminhada, é mais do que natural entender isso, mas muitas vezes a gente esquece. Nem sempre tudo vai sair do jeito que a gente planejou, e tá tudo bem! Os imprevistos fazem parte da nossa caminhada, mesmo sendo imprevistos. E a gente vai entrando no ritmo ideal. O ritmo que cabe no mundo real, só para não dizer que esse é o ritmo do mundo real.
Não adianta acelerar em janeiro e sumir em março. O ano pede cadência, não arrancada. Ajustar o passo agora evita abandono lá na frente. A gente sabe da necessidade de calcular cada passo e fazer com que tudo o que a gente possa construir seja feito da maneira mais correta possível, sem pressa, sem correria. Do jeito que tem que ser.
Diante do passar do tempo e do quanto esse tempo corre, mesmo que muitas vezes nem seja no seu ritmo, é quando eu pergunto: qual o ritmo que você consegue suportar na sua rotina? O ritmo certo é aquele que você consegue sustentar, e ao mesmo tempo suportar. Afinal de contas, cá estamos nele, o mundo real, aquele que a gente nem sempre quer encarar, mas está nele de qualquer jeito.
Só tenho uma coisa a dizer diante do ritmo que a rotina e o tempo nos impõem: o mundo real muitas vezes dói, mas é o mundo real. Você já está nele, nem precisaria dizer bem-vindo. Dele você nunca saiu. É ele que você precisa encarar. O mundo real com suas dores, seu tempo e seu momento, que não é fácil, não é mole. É o mundo real, e por ele a gente caminha por uma estrada muitas vezes tortuosa. Mas a gente consegue chegar.
Diante da rotina que você consegue suportar, é quando você entra no mundo real e percebe que aquele mundo ideal só vai existir se você construir. E colaborar com um mundo melhor, afinal, esse pode ser o seu mundo real e aos poucos, você vai se inserindo nele. Avançar um pouco todo dia é melhor do que correr e desistir. E é assim que a gente segue nesse caminho que nem sempre é suave, cheio de obstáculos, caminhando no nosso ritmo.
#31conversas
Todo mês de janeiro tem #31conversas sobre a vida, o começo do ano, planos, muita coisa. Uma conversa por dia durante todos os 31 dias do primeiro mês de cada ano, sem tema, sem nada: não precisa partir de uma pergunta, uma boa conversa já é o suficiente.












