# Você me reconhece só de ver

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- Published: 2026-09-19T22:45:00-03:00
- Author: Josivandro Avelar

### Se alguém tivesse que reconhecer seu trabalho sem ver seu nome, o que entregaria essa autoria?

##### Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim

Se meu trabalho fosse reconhecido de forma genuína e orgânica, puramente pela essência
e pela qualidade técnica e criativa entregue, sem que alguém precise ver o meu nome
impresso, o _username_ das redes sociais marcado na legenda ou a luneta dos holofotes
apontada para mim, eu certamente poderia dizer que existem marcas e projetos que
realmente valorizam a arte pela arte, fazendo com que o meu trabalho seja reconhecido
e ecoe por si só, sem a necessidade de apelar para o uso óbvio e burocrático dos
créditos formais. Então, você me reconhece só de ver?

Pois bem: na prática atual do mercado em que vivemos, essa visibilidade e essa valorização
profissional dependem quase inteiramente de associações diretas, de assinaturas 
visíveis e de conexões imediatas com a minha imagem. Sem essa conexão explícita 
e constante, o esforço monumental e a dedicação depositados em cada projeto acabam
muitas vezes invisíveis aos olhos do público e dos interessados. É aquela máxima
de que o “entendeu ou você quer que eu desenhe” nem sempre pode falar por si.

Mas, diante disso, fica a provocação: será que você saberia me reconhecer apenas
pela minha voz, pelo meu estilo ou pela minha pegada única, sem precisar de nada
disso, embora os créditos continuem sendo absolutamente necessários para a sobrevivência
e justiça profissional? Isso começa não só pelo meu estilo, mas pela maneira que
eu apresento as minhas artes. É a minha assinatura visual em essência e justamente
essa recorrência faz com que as minhas artes tragam, de certa forma, uma marca registrada.

Já teve a oportunidade de conhecer as artes digitais? Elas consistem em uma produção
cuidadosa de quatro artes exclusivas por semana, trazendo sempre uma xícara de café
reconfortante na segunda-feira para ajudar a enfrentar o início da semana, seguida
por três belíssimas flores nos dias restantes para iluminar a rotina. Cada uma delas
é desenvolvida com fundos coloridos e vibrantes, pensados estrategicamente para 
transmitir uma mensagem positiva, motivadora e acolhedora a cada novo dia, tudo 
isso sem precisar pronunciar uma única palavra.

Afinal, a verdadeira essência da arte reside exatamente nesse componente visual 
e sensitivo, que se comunica diretamente com as emoções de quem a observa. E eu 
sempre busco um pouco disso em cada arte que eu fizer e em cada trabalho que eu 
apresentar para as pessoas. Talvez o clássico café das segundas-feiras seja o elemento
mais marcante e reconhecível de toda a coleção, tornando-se um verdadeiro símbolo
de carinho e energia para os nossos dias. Para começar tudo de novo depois de uma
semana agitada.

Existe uma série de criações visuais muito especial que é veiculada todas as sextas-
feiras, destacando-se sempre por um fundo branco minimalista acompanhado de traços
coloridos vibrantes. Essas ilustrações têm o poder de dizer muito por si mesmas,
indo muito além do significado literal da própria palavra escrita, uma vez que sempre
leva uma palavra escrita para traduzir o significado, quer seja o nome, quer seja
o adjetivo que eu possa adicionar nas artes que são feitas.

É por essa razão profunda que talvez o nome “artes que falam” não se deva apenas
ao fato óbvio de as imagens trazerem uma palavra impressa, mas sim porque elas realmente
comunicam, expressam sentimentos e transmitem mensagens complexas através da pura
expressividade de seus traços e cores. São artes simples, mas carregadas de significado.
Ideias que podem até parecer bobas, mas que trazem de certo modo um significado 
e uma assinatura por trás de cada criação.

E é claro, as artes tradicionais dos fins de semana, que funcionam como verdadeiros
rituais de descompressão e reconexão com a minha essência. Os cadernos com folhas
que não podem ser arrancadas, que nos ensinam o valioso exercício de aceitar o resultado
final tal como ele se apresenta, sem a ânsia constante pela perfeição inalcançável.
O estilo que compreende as imperfeições e transforma o erro em parte fundamental
do processo criativo, afinal de contas, o deslize é passível de acontecer no meio
do caminho e tá tudo bem se for assim, pois ele muitas vezes nos leva a caminhos
ainda mais interessantes.

São cadernos de capa dura, folhas em branco que aguardam ansiosamente o primeiro
risco, e até mesmo folhas em amarelo, verde, laranja, vermelho, de todas as cores
do arco-íris e misturadas com todas as técnicas e texturas que eu puder usar nelas,
seja giz de cera, guache, grafite ou giz pastel oleoso, o que tiver aqui. Cada traço
incerto, cada mancha inesperada e cada base aplicada com carinho contam uma história
única e intransferível, revelando corajosamente um pedaço profundo de mim mesmo 
que muitas vezes não caberia em meras palavras.

É dessa maneira que você me reconhece só de ver, no site ainda que ele leve meu 
nome, nas redes sociais, onde eu puder mostrar a minha arte, numa exposição permanente
e cheia de novidades, pois poucas vezes e em poucos lugares a arte é apresentada
de uma forma periódica e constante. É como eu levo o meu trabalho, é como ele é 
conduzido, é a minha razão de ser e estar aqui, porque se não fosse por tudo isso,
que sentido faria continuar? Você me reconhece assim, e se você me reconhece assim,
é porque eu consegui deixar a minha marca no mundo, em qualquer lugar, mesmo onde
nunca antes estive.

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