# #TrendTalks: A busca pela vacina

- Link: https://josivandroavelar.com.br/trendtalks-a-busca-pela-vacina/
- Published: 2021-01-28T23:00:00-03:00
- Author: Josivandro Avelar

Depois da #ContentTalks, lanço mais uma categoria usando dessa vez dados, o que 
eu chamei de #TrendTalks, onde comento algumas coisas em relação as principais buscas
do Google através de análises do Google Trends. Essa ferramenta é um parâmetro geral
de buscas que pode servir tanto localmente para o Brasil como para o mundo. E para
inaugurar a categoria, começo com a busca e o interesse dos brasileiros pela vacina
da COVID-19.

Claro que em se tratando de trends, prepare-se para ver um monte de gráficos. Como
os nativos do Google Trends aparecem recolhidos no HTML – e fica ruim demais para
o leitor ver -, [optei pelo Flourish](https://flourish.studio), que é ótimo para
ilustrar esses dados. Aliás eu já usei quando mostrei os termos mais buscados no
Google Trends em 2020 justamente por causa dos problemas de layout.

Agora vamos ao que interessa, justamente os gráficos, levantados no dia 27 de janeiro
de 2021. Como são muitos gráficos e não dá para postar todos, lógico, resolvi separar
apenas alguns dos principais. [O relatório completo e em tempo real do Google Trends está aqui](https://trends.google.com.br/trends/story/BR_cu_5xio8XYBAAA5aM_en).

#### O interesse pela vacina

E já começo mostrando como o interesse cresceu – e muito. Aqui mostro um comparativo
em relação ao teste para COVID.

Como você está vendo na amostra acima – é que são muitos dados e separei por datas
determinadas para ficar mais fácil de interpretar -, o interesse das pessoas começa
a crescer à medida que notícias de testes mais avançados das vacinas começam a ser
divulgados, e vai aumentando conforme a vacinação começa em outros lugares do mundo.
Esse número vai atingir o pico quando a vacinação começa por aqui, a partir da aprovação
do uso emergencial das primeiras vacinas pela ANVISA.

A esperança por uma solução definitiva da pandemia é e sempre estará no radar de
qualquer um de nós. E o que mais nós queremos é sair dessa o quanto antes for possível.

#### E o interesse de busca por estado?

O Rio Grande do Norte até aqui – e pelo menos nesta data de 27 de janeiro – desponta
com o maior interesse atingindo os 100 pontos, porém seguem como destaques São Paulo–
onde fica o Instituto Butantan – e Rio de Janeiro – onde fica a Fiocruz – e o Amazonas–
estado que enfrenta colapso do seu sistema de saúde justamente por conta da COVID.

#### Plano de vacinação

Neste outro mapa do Brasil colorido com as cores do blog, mostro o interesse da 
população de cada estado em saber o plano de vacinação de onde mora, em outras palavras,
as pessoas querem saber quando a sua vez irá chegar. Mas calma! Ainda não tem vacina
para todo mundo justamente porque a vacinação está no início e as primeiras vacinas
são para uso em grupos prioritários, como profissionais de saúde, idosos acima de
80 anos, e por aí vai.

Então, aqui você pode ver melhor neste outro mapa colorido com a paleta do blog.

#### Qual vacina mesmo?

Neste outro gráfico é possível mensurar o interesse de busca por determinado tipo
ou fabricante de vacina. Nunca é demais lembrar que no Brasil até o momento duas
estão aprovadas para uso emergencial em grupos prioritários, a Coronavac (parceria
com o Butantan) e a Oxford/AstraZeneca (parceria com a Fiocruz). Cada um quer saber,
por exemplo, a eficácia de cada vacina, quando cada uma vai chegar, que vacina tomar…

Aqui nesta amostra aparecem os seguintes termos: Pfizer, Oxford, Butantan, Fiocruz,
Coronavac, AstraZeneca e Moderna, separados, considerando que a população saiba 
que:

 * Fiocruz é parceira da AstraZeneca na produção da vacina de Oxford;
 * Butantan é parceira da Sinovac na produção da Coronavac.

Logo, os sete termos na verdade se relacionam a cinco vacinas. Curiosamente ninguém
se lembrou de pesquisar a Sputnik V, a vacina russa, aplicada em uso emergencial
não só na Rússia (lógico), como também na Argentina.

Vira e mexe vou trazer mais dados em outros posts, até para que o texto não fique
longo demais. Mas é importante acompanhar essa evolução, dados, gráficos, enfim,
poder entender o público. Vou trazer mais material assim ao longo do tempo. E até
nos vermos livres de qualquer ameaça invisível.

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