# Tradições que não se apagam

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- Published: 2023-06-22T19:46:03-03:00
- Author: Josivandro Avelar

#### A assistente de IA explica:

 * A celebração de São João é importante no Nordeste brasileiro e envolve outros
   santos;
 * As tradições são mantidas ainda que tenham passado por mudanças;
 * A modernidade ajuda a manter tradições vivas e as tradições podem ser reinventadas;
 * Símbolos da celebração, como as fogueiras, não são mais tão comuns devido a preocupações
   com segurança e saúde;
 * A celebração pode ser comemorada de várias maneiras com respeito e felicidade.

Amanhã é véspera de São João, e olhando um pouco para trás, a gente nota como as
coisas mudaram de uns anos para cá, desde a noção da realidade a mudanças comportamentais.
É verdade que a modernidade nos ajuda a manter tradições vivas, só ver o que eu 
fiz todos os dias por aqui – e ainda tem mais a fazer. São tradições que não se 
apagam, mesmo que nós mudemos a nossa visão de mundo ao longo dos anos e precise
reinventar tradições justamente por algumas delas não caberem mais num mundo dito
moderno, ou porque mudamos também a nossa visão filosófica.

A gente praticamente adaptou a comemoração de um jeito não só brasileiro, mas nordestino
mesmo. Celebramos com os nossos ritmos e até lutamos para preservá-los para que 
pelo menos um pouco dessa tradição esteja viva. É o momento de ápice para as cidades
do interior, que promovem festas, muitas vezes as maiores do mundo. E muita gente
da capital viaja para o interior justamente em busca desse clima que muitas vezes
não se encontra em um universo tão cosmopolita como esse. Um clima incomparável,
e que de certa forma, esquenta a estação mais fria – e chuvosa – do ano.

E cá estamos celebrando mais uma véspera de São João. Que como contei na [#ContentTalks de segunda-feira](https://josivandroavelar.com.br/contenttalks-viva-sao-joao/),
se refere não apenas a comemoração do santo que prepara o caminho para Jesus, uma
vez que daqui a seis meses é celebrada sua chegada na forma das festas de Natal,
mas também de outros santos, como Santo Antônio, o santo casamenteiro, e São Pedro,
um dos apóstolos de Cristo e o primeiro papa da Igreja Católica. Uma celebração 
de origem católica, é verdade. Mas quem não é católico dá um jeito de comemorar,
e já vi até escola celebrando a “Festa da Colheita”.

Balões e fogueiras são simbólicos, aparecem só nos desenhos mesmo. Hoje praticamente
não cabem mais na realidade de hoje. A questão dos balões é mais complicada, já 
que por serem desorientados podem cair em qualquer lugar e provocar problemas. A
questão das fogueiras vai mais pela questão de acidentes e respeito a quem sofre
de problemas respiratórios – e eu sou um desses! Além disso, total cuidado com a
questão dos fogos de artifício, em respeito a sensibilidade auditiva dos animais(
várias vezes maior que a nossa), bem como a de idosos e autistas.

É pelos tempos e pelas nossas diferenças que a gente mantém a tradição viva. Algumas
coisas podem mudar, é verdade, mas o que não muda é a reunião, a festa, a cultura,
que você pode celebrar da maneira que você quiser, com respeito e felicidade. Porque
apesar de muita coisa mudar ao longo dos anos, essa é uma coisa que não muda e não
pode jamais ser apagada, afinal, faz parte da nossa essência e é um dos maiores 
elementos de nossa identidade.

Tradições não se apagam. Elas podem ser reinventadas. E elas estão sendo.

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