# Só uma rede social de fotos?

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- Published: 2020-06-27T20:03:55-03:00
- Author: Josivandro Avelar

O Instagram quando começou lá no início da década passada era realmente para poucos:
uma rede social de fotos apenas para quem tinha iPhone. É, era para poucos; dos 
usuários de iPhone para os usuários de iPhone. Estava começando a era dos smartphones,
e como tudo naquela época, era só para quem podia. Logo, nada mais natural que aquela
fosse uma rede social de quem podia.

Alguns anos depois, o Instagram se expandiu e passou a fazer parte do universo Android–
[foi mais ou menos nessa época que eu criei a minha conta](https://josivandroavelar.com.br/instagram-o-espaco-em-que-faltava-estar/),
[a que até hoje existe](https://instagram.com/josivandroavelar).

Àquela altura, já era possível prever a ascensão dos smartphones e a popularidade
de qualquer coisa que fosse lançada a partir dali. Era a primeira grande rede social
dos celulares, tirando o já conhecido Facebook que podia ser usado de qualquer lugar.
Ah sim; foi nessa época que o Facebook adquiriu o aplicativo (e quis dominar, pois
mais um pouco, compraram o WhatsApp).

##### Uma coisinha aqui, outra ali…

Ali, ainda era mantida a essência da rede social de fotos, que você colocava filtros
que lembravam fotos antigas – o nome e o primeiro ícone faziam essa referência. 
Mas o Facebook viu ali uma mina de ouro e a chance de minar um por um os seus concorrentes
diretos, e foi ali que a simplicidade foi embora.

Primeiro, foi implementado o Direct, que permite que você envie mensagens, tipo 
Messenger mesmo. Objetivo: bater no WhatsApp – posteriormente adquirido pelo Facebook.

Segundo, foi implementado o recurso de vídeos. De início eram 15 segundos, depois
30, depois 60. Posteriormente, surge a possibilidade de transmissão ao vivo. Mais
tarde, muito mais tarde, foi que surgiu o IGTV, para coisas maiores do que isso.
Objetivo: bater no YouTube – é ruim de bater alguma coisa do Google, mas eles tentaram.

Terceiro, surgiram os stories, pequenas publicações que ficam 24 horas no ar. Ao
longo do tempo, foram adicionados vários efeitos, filtros, recursos e outras parafernálias.
Objetivo: bater no Snapchat, que viu a sua base de usuários despencar depois disso.
Pode-se dizer que essa foi a tentativa mais bem-sucedida de Zuckerberg.

Por último e mais recentemente, surgiram os Reels, vídeos curtos, cheios de efeitos,
que permitem ainda compartilhar o próprio áudio deles. E eu nem sei como isso funciona
direito e talvez eu nem vá querer saber. Objetivo: bater no TikTok, sensação dos
adolescentes de hoje em dia como o Instagram já fora um dia.

##### Case de sobrevivência

No meio de tudo isso, integração, suporte para criação de páginas comerciais, possibilidade
de vendas, anúncios e por aí vai. Nasce aqui um verdadeiro case de sobrevivência,
onde o Instagram precisa evoluir se quiser continuar sendo uma referência para alguma
coisa, afinal, o que o usuário espera é isso: reinvenção.

E é assim que a mídia vai se mantendo, na necessidade de adicionar novos recursos
para poder manter a sua base de usuários. Sem saber qual será a próxima, e como 
nós iremos nos adaptar a ela. E mais uma vez naqueles momentos em que viradas acontecem.

E acompanhar é para os fortes, meu amigo. Até o certo momento em que a idade chega,
como chegou para o editor deste blog. Mas isso é história para outro post.

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