# Relembrando linhas antigas: 507B-Cabo Branco/Boko Moko

- Link: https://josivandroavelar.com.br/relembrando-linhas-antigas-507b-cabo-branco-boko-moko/
- Published: 2022-07-14T21:00:00-03:00
- Author: Josivandro Avelar

Hoje vamos relembrar uma linha antiga com direito a registro do blog. Isso mesmo
que você leu: a linha teve o início de sua operação registrado no blog no tempo 
que o amadorismo imperava por aqui – dá para se ver no desenho, que foi usado no
post que anunciou a mudança porque este editor não tinha algo trivial nos dias de
hoje: celular com câmera. Trata-se da 507B-Cabo Branco/Boko Moko, mais uma “filha”
da linha 507.

A linha foi registrada pela primeira vez em [16 de fevereiro de 2009](https://josivandroavelar.com.br/quatro-de-uma-vez-parte-2-boko-loko/)
com direito a dois erros do editor sem saber direito que nome estranho era aquele.
Demorou para eu saber que era Boko Moko, e não Boko Loko e Moko Loko, definições
feitas por este editor no post e no comentário na tentativa infrutífera de corrigir.

Até falando nisso, é o momento de responder uma pergunta que há 13 anos esperava
uma resposta no blog. O publicitário de 2022 vai responder ao estudante do Ensino
Médio de 2009 onde é que fica(va) esse Boko Moko.

#### Finalmente, onde é que fica esse Boko Moko?

Em 2009, o Josivandro Avelar do passado, iniciante e ainda estudante do Ensino Médio,
perguntou naquele post:

> Alguém aí sabe que nome é esse? Você conhece algum lugar no bairro do Cabo Branco
> com esse nome?

E 13 anos depois, em 2022, o Josivandro Avelar do presente responde: é como é conhecido
até hoje o local onde está o Edifício Borborema. Tudo culpa de uma lanchonete que
funcionava no local que levava esse nome na década de 1970, quando estava na moda,
afinal, uma campanha do Guaraná Antarctica ajudou a popularizar o termo.

A esquina da Cabo Branco com a Monsenhor Odilon Coutinho era onde os ônibus das 
linhas 508 e 520 entravam para subir para o Altiplano, na época em que a via era
mão dupla. Itinerário hoje inviável, já que a referida via é mão única no sentido
Centro-Praia e bem, hoje as duas linhas fazem uma verdadeira volta saindo do Cabo
Branco para o Altiplano. Apesar da referência, o 507 não usava nem essa via, nem
esse desvio. Ou seja, o antigo “Boko Moko”, mesmo extinto há anos, era um ponto 
de referência.

![Avenida Cabo Branco com Monsenhor Odilon Coutinho. Localização do antigo Boko 
Moko.](https://i0.wp.com/josivandroavelar.com.br/wp-content/uploads/2022/07/edificio-
borborema-boko-moko.jpg?resize=945%2C709&ssl=1)

Edifício Borborema, no Cabo Branco. Abaixo está uma lanchonete, hoje Empadinhas 
Barnabé, onde já foi o “Boko Moko”. Print: Google Street View

#### E onde o 507 entra?

Pois bem, o código 507B era a definição da linha do Cabo Branco que encerrava as
viagens no próprio bairro, e não no topo da falésia – na época, o 507 fazia ponto
final na Estação Ciência, o que hoje não é mais possível por conta das restrições
de tráfego afim de preservar justamente a própria falésia.

Na ocasião, começava a valer a divisão propriamente dita da linha entre os ônibus
que iam para a Estação Ciência e os ônibus que só rodavam o bairro. Mas ninguém 
percebeu nada. Até chegou a rodar um ônibus com o letreiro, mas o 507B era identificado
apenas pela ausência da placa com o nome “Estação Ciência”. Se não tivesse placa,
não ia para lá. De resto, era o 507.

Quase ninguém notou essa variação por conta disso, e olha que ela ainda durou na
teoria. Durou até justamente o fechamento do tráfego da Estação Ciência. A partir
do momento em que os ônibus não poderiam subir até lá, qualquer variação deixaria
de fazer sentido. E hoje, bem, a 507B é a 507 de hoje.

A linha 507 é a maior de João Pessoa em viagens e número de veículos; aproximadamente
14, com [141 viagens nos dias úteis, 91 aos sábados e 65 aos domingos](https://servicos.semobjp.pb.gov.br/linhas-de-onibus/0507/horario/).
O atual terminal é na via paralela à praia do Cabo Branco, mais precisamente por
trás da Fundação Casa de José Américo.

#### Sobre a arte deste post

Mas e essa arte de cima? Então, o que eu fiz: em homenagem ao post de 2009, a arte
de chamada que você vê em cima do post usa o desenho utilizado na época. Não estranhem.
Isso é de uma época em que usar o Paint e conseguir um desenho desses era uma proeza.
Hoje tem as telas _touch _e altas possibilidades de desenho. E tô aproveitando o
máximo possível. Mas esperem só até a mesa digitalizadora chegar…

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