Se a sua inspiração tivesse um endereço físico na cidade onde você mora, qual seria esse lugar e por quê ele ainda te chama?
Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim
Existem lugares especiais que nos inspiram de forma profunda. Alguns deles você pode encontrar facilmente, em cartões-postais ou praças movimentadas. Outros, no entanto, são aqueles refúgios secretos que só você conhece e onde sabe exatamente como reencontrar a sua inspiração. Ela pode ter um endereço fixo, ou ela pode simplesmente não ter.
Talvez seja o terraço da minha casa, observando o movimento lá fora. E se eu superar o muro que existe entre o meu mundo e o mundo exterior? Falando de uma forma literal, talvez seja a própria rua, pulsando viva em todos os seus endereços e esquinas. Talvez sejam os quarteirões calmos que cercam a minha rotina. Talvez, quem sabe, ela esteja no próximo passo que eu der.
Talvez a minha inspiração não tenha necessariamente um endereço físico, uma coordenada exata ou um ponto fixo no mapa. Aquilo que está em constante movimento e transformação simplesmente não pode ser limitado a uma localização estática. Afinal, a inspiração é essencialmente livre, fluida e está presente em todos os lugares, esperando apenas o momento certo para se manifestar.
Mas e se esse refúgio de que tanto falamos for, na verdade, apenas um pedaço muito específico de um endereço físico? Talvez esse porto seguro seja simplesmente o terraço de casa, sob a luz suave e dourada do fim de tarde. Como eu bem mencionei em outras ocasiões, para mim este é, sem dúvida, o melhor e mais propício horário para se inspirar e deixar os pensamentos fluírem livres.
É uma certeza que carrego comigo, construída a partir de experiências reais, de tantas vezes que eu já estive fora de casa nesse exato momento, contemplando o mundo lá fora enquanto o dia se despedia de forma lenta e silenciosa. Hoje, tudo isso é apenas saudade, mas não uma saudade eterna ou dolorosa. É apenas uma pausa temporária, algo precioso que um dia poderá voltar a fazer parte do meu cotidiano e das minhas rotinas diárias.
E sobre o momento certo para esse retorno acontecer? Quem sabe ele já esteja muito mais próximo do que eu imagino. Por enquanto, escrevo onde quer que a inspiração me encontre. Seja no silêncio do meu quarto ou na inspiração de uma rua qualquer, ou quem sabe algum projeto que eu queira me integrar no futuro, trazendo novas histórias e experiências.
Ou quem sabe a inspiração esteja no único ambiente que eu posso modificar e organizar da maneira que eu quiser: o quarto onde eu escrevo este texto. Se bem que tem textos que simplesmente não são escritos aqui, pois exigem o movimento da rua para nascerem. Hoje em dia, a tecnologia facilita tudo; basta apenas um celular no bolso para escrever onde eu bem entender, transformando qualquer banco de praça ou mesa de café no meu escritório temporário.
Por onde quer que eu decida olhar, seja nos detalhes acolhedores da minha própria casa ou através da janela que dá para o jardim vibrante – o verdadeiro berço que inspirou as flores que trago diariamente para o mundo -, encontro poesia. Essa expressão se manifesta em formas de arte que ganham vida tanto no brilho dinâmico da tela de um celular quanto na textura de uma tela tradicional de madeira e pano.
Ao observar esse processo, posso dizer que, de alguma maneira ou em todas as maneiras possíveis, eu finalmente transformei os meus sonhos mais profundos em arte viva, moldando a inspiração abstrata em elementos reais, belos e palpáveis que hoje preenchem e ressignificam o meu cotidiano. E assim eu sigo transformando os sonhos da maneira que eu posso e que eu considero possível.
#SetePerguntas
O primeiro post do dia no Site Josivandro Avelar. Um tema por semana, com uma pergunta por dia sobre assuntos relacionados a arte, cidade e comunicação. Pergunte o que quiser, eu posso lhe responder.











