# O despertar do meu olhar intencional

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- Published: 2026-06-01T21:10:00-03:00
- Author: Josivandro Avelar

### Como as escolhas visuais começaram a ganhar mais intenção em 2026?

##### Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim

Valorizar os aspectos visuais de uma marca é fundamental para que ela seja interpretada
como ela precisa ser. As escolhas visuais começaram a ganhar mais intenção neste
ano justamente nesse sentido, o que ajudou a despertar o meu olhar intencional. 
E o despertar do meu olhar intencional não é uma coisa que começou agora: ela é 
algo que uma hora iria acontecer. E eu precisava tão e somente me preparar.

Afinal de contas, se tem uma coisa que eu quero e que eu gosto é de criar sem pensar
que aquilo vai ter a intenção de comunicar venda ou produto. É entender a essência
daquilo que se quer transmitir. O que para mim já basta. Então, como é que a gente
entende esse olhar intencional, no sentido de valorizar a intenção e trazer significado
para a sua marca?

Aqui vamos usar teoria e das boas.

**Como você valoriza a intenção propriamente dita?**

Entender é mais do que fundamental para criar. Afinal de contas, trata-se de um 
projeto que faz parte de um projeto que é o sonho de uma pessoa. E ela quer, de 
certa forma, traduzir a sua intenção em forma de imagem.

Tudo começa exatamente por aí, quando você quer entender a intenção e ler a mente
de quem pediu a marca. É enxergar que aquilo é uma bandeira, afinal de contas, todo
território tem a sua, todo projeto tem um símbolo, e ele não é aleatório. Ele precisa
comunicar.

Entender o meio é saber transmitir a mensagem da maneira correta. É aqui que você
defende com veemência a sua proposta. E uma marca não precisa comunicar algo do 
nada: ela precisa ser a carta de intenções visual do seu projeto. Algo que as pessoas
batam o olho e reconheçam o que você quer transmitir. Aqui entra justamente o conceito
de valorizar os aspectos visuais.

**O meio é a mensagem, já dizia McLuhan**

Antes de chegar nesse tópico, queria apresentar **Marshall McLuhan** (1911–1980),
filósofo canadense da comunicação. Ele cunhou em 1964 a frase que ficou famosa como
título de ensaio no livro _Understanding Media_: **“The medium is the message”**—
o meio é a mensagem.

A ideia central é contraintuitiva: o que importa em qualquer ato de comunicação 
não é primariamente o conteúdo transmitido, mas o _meio_ pelo qual ele chega. Cada
meio de comunicação não é neutro — ele molda a percepção, reorganiza os sentidos,
altera a forma como o pensamento acontece. O meio já comunica algo antes de qualquer
palavra ser dita.

O exemplo clássico dele: a luz elétrica não tem “conteúdo”. Ela não transmite mensagem
nenhuma no sentido convencional. Mas ela transformou radicalmente a sociedade — 
criou noite habitável, reorganizou o trabalho, mudou a arquitetura, alterou relações
sociais. A luz elétrica _em si_ é a mensagem. O que você ilumina com ela é secundário

**Como isso se aplica à identidade visual**

E onde eu posso aplicar esse conceito de McLuhan? Assim: identidade visual é o _meio_
pelo qual uma marca se apresenta. Antes de qualquer texto, produto ou serviço — 
antes do “conteúdo” — o sistema visual já comunicou algo. A tipografia escolhida,
a paleta, o espaço negativo, a proporção dos elementos: tudo isso chega primeiro,
opera no campo da percepção, e já posicionou a marca num lugar específico na cabeça
de quem olha.

Você não leu ainda o que a empresa faz. Mas já tem uma impressão. Essa impressão
não é neutra — foi construída. E foi construída pelo meio, não pelo conteúdo.

É por isso que uma identidade fraca não é simplesmente “feia”. É uma identidade 
que não controlou o que o meio estava dizendo. O meio falou por conta própria — 
e disse algo que o criador não pretendia, ou não disse nada de específico, que é
igualmente problemático.

McLuhan diria: se você não pensa no meio, o meio pensa por você.

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