# O cenário urbano onde as ideias surgem

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- Published: 2025-08-07T21:38:07-03:00
- Author: Josivandro Avelar

### Qual foi o cenário urbano mais inusitado onde uma ideia criativa surgiu pra você?

##### Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim

Todo mundo tem em mente um cenário urbano que marca a sua vida, a sua rotina, a 
sua infância. Eu mesmo tenho vários cenários urbanos que me inspiram, e de vez em
quando eu passo por vários deles. Existem cenários que pouca gente imagina que inspiraram
várias ideias criativas. Mas quais cenários, exatamente? Eu posso descrever não 
um, mas dois cenários urbanos que muita gente considera inusitados onde ideias criativas
surgiram e foram expressas no segundo caderno de #40folhas. São cenários que fazem
parte de épocas marcantes da minha vida, e eu nem diria que poderiam ser tão inusitados
assim justamente por toda a memória afetiva que esses cenários envolvem.

Tem uma caixa d’água que tem um formato espacial no bairro onde eu moro. Mesmo sabendo
que ela não é única. Como ela, há três na cidade. A caixa d’água do Cristo Redentor
parece uma coroa, uma explosão solar, coisa assim parecida. Talvez quem more na 
Torre ou em Cruz das Armas tenha essa mesma impressão, uma vez que é nesses locais
onde se encontram as outras duas caixas d’água que eu me refiro. Elas são ponto 
de referência desses lugares. A própria caixa d’água de Cruz das Armas consegue 
ser vista do Cristo Redentor justamente da mesma rua onde a caixa d’água do Cristo
Redentor fica. Só ver de frente dela, no sentido norte.

A primeira aparição da caixa d’água foi no desenho “We built this city”, do terceiro
caderno de #96folhas, nessa pegada de lembrar os cenários quase invisíveis de João
Pessoa. Já desenhei essa caixa d’água várias vezes no segundo caderno de #40folhas.
Mas essa caixa d’água não é o único cenário urbano que eu consideraria inusitado
para uma ideia criativa. Existe um outro cenário que hoje já não existe mais e foi
até modernizado um dia desses, justamente por remeter a minha infância em um tempo
em que a casa onde eu moro estava sendo construída. Era um cenário que eu queria
entender onde ficava, porque o que eu via era o infinito. Ou ao menos parecia ser.

Até o final da década de 1990, existiam quatro torres de iluminação metálicas no
Estádio Almeidão. Eram as torres que eu via da Rua dos Milagres, onde morei por 
seis meses entre os anos de 1992 e 1993 – quando eu tinha quatro a cinco anos de
idade – e a casa onde fiquei era bem próxima ao estádio. Aquelas torres eram impressionantes
para uma criança de quatro anos. Mais ainda era a própria construção, que parecia
ser um disco voador. Lembrando que essa época era a mesma da construção do Ronaldão,
outro disco voador que eu não tinha muita noção justamente porque nessa época o 
ginásio estava sendo construído e não havia sido levantado ainda o teto.

E as torres do Almeidão? Elas precisaram ser demolidas por questão de segurança,
visto que uma dessas torres havia caído no Estádio Amigão, em Campina Grande, que
tem uma dinâmica de construção idêntica ao Almeidão, e havia o plano de se construir
torres de concreto, concretizado justamente no final da década de 1990. As luminárias
foram trocadas somente neste ano, por LED (no Amigão também). E assim, um cenário
urbano ficou na lembrança, como tantos outros cenários foram se modificando e seguem
se modificando, como a própria Feira do Rangel se transformando em um mercado, entre
tantos outros cenários que a dinâmica e a evolução da cidade vão moldando.

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