# Memória em forma de arte

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- Published: 2025-10-11T21:42:40-03:00
- Author: Josivandro Avelar

### Se pudesse eternizar uma memória em forma de arte, qual escolheria?

##### Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim

A memória é uma coisa que a gente eterniza de várias maneiras. Pelas fotos, desenhos,
registros de áudio e vídeo. Poderia ficar horas falando sobre que memória eu gostaria
de eternizar em uma obra de arte, mas eu diria que eu já faço isso quase que diariamente.
Sempre que eu posso, transformo memória em forma de arte, não para menos as artes
que eu faço são todas figurativas. Tentei me arriscar no abstrato, mas tenho as 
minhas reservas. E isso não significa que lá na frente eu não possa fazer, afinal,
o que eu mais quero é nesse momento criar as minhas memórias e eternizá-las. Elas
estão sempre aqui, ao alcance de todos.

É por isso que eu posso dizer que as minhas memórias, tanto as reais quanto as que
eu mesmo crio, já são eternizadas na forma dos desenhos que eu faço e apresento 
todos os fins de semana. Memórias surgem da cabeça, ficam guardadas nela, mas isso
não quer dizer que elas fiquem lá para sempre. Em algum momento, elas podem se perder.
Elas podem não ser transmitidas para as futuras gerações, que é um dos princípios
da memória que se eterniza. Ela precisa ser documentada. E todos os modos são possíveis
para se documentar o que se quer guardar e se transmitir para sempre. É um modo 
de não deixar as memórias se perderem.

Cada desenho, cada folha, cada caderno traz isso. Traz um pouco daquilo que eu quero
eternizar. É uma memória que está no papel em forma de arte, uma memória que é fotografada,
uma memória que é registrada em vídeo, e em alguns momentos, uma memória que está
nascendo diante dos seus olhos. São várias as formas de memória que se documenta
e se transforma em arte. E eu registro a minha memória de todas as formas possíveis,
como se eu estivesse criando provas e cópias daquilo que não pode se perder mesmo
se não fosse feita em uma folha de papel. Ela está hoje no papel. E também no digital.

E eu posso dizer que eu transformo memórias em arte quase todos os dias, para apresentar
todos os dias quando faço diretamente na tela, todos os fins de semana quando eu
faço diretamente no papel e registro para que as pessoas possam ver, de modo que
cada memória que eu registro fica em uma mostra permanente que eu mesmo organizo
de maneira online. Nada fica escondido. Alguns projetos eu revelo no momento certo.
E para que esse momento certo chegue, é preciso amadurecer cada ideia que nasce 
na sua cabeça. Afinal, grandes ideias não nascem da noite para o dia. Elas tem um
tempo para amadurecer.

Toda memória se transforma em arte quando há a vontade de eternizar. E é isso que
eu seguirei fazendo. É isso que eu estou fazendo diariamente, usando a comunicação
como ferramenta de arte para mostrar um pouco da cidade invisível. Aquela que só
se faz ser mostrada por quem nela já está. Aquela que é diferente de tudo e única
por natureza. Aquela que sempre vai ser original. E que você jamais encontrará em
outro lugar, nem mesmo nos lugares mais conhecidos. O mundo é imenso demais para
ser explorado em poucos lugares, e é nesses lugares que você ainda não conhece que
a gente está aqui, construindo memórias.

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