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Lições do tempo nos processos criativos

O que o tempo ensina sobre processos criativos?

O que o tempo ensina sobre processos criativos?

Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim

O tempo não aprimora o processo. Ele revela o que o processo sempre foi. E talvez esse seja um dos maiores ensinamentos que o tempo nos ensina sobre processos criativos. Essa talvez seja uma das perguntas mais potentes que eu respondi, e como eu poderia aprender com o tempo, que lições ele me dá, e como eu posso aprender com o tempo e com o que ele ensina sobre processos criativos? Talvez muita coisa. O tempo é uma constante inquietude diante das necessidades que a gente sempre tem, e muitas vezes, a gente corre contra o tempo sem saber porquê, mas vai firme no compromisso que a gente tem que cumprir.

Olhe para a sua inspiração, afinal de contas, toda criação tem sua inspiração. O que você criou foi resultado das coisas que você olhou e que estão na sua mente, que de alguma maneira, você quis reinventar do seu jeito. E essa inquietude faz parte da nossa natureza humana. Não tem como escapar. O tempo ensina, o tempo filtra. O que nasce pela intenção é o que fica, mesmo que criado sem a intenção de ser algo extraordinário. Quando olhamos para grandes criadores ao longo da história, uma coisa fica clara: o tempo funciona como um filtro brutal. Ele elimina o que foi feito por ansiedade, por validação, por moda, e preserva o que foi construído com intenção.

A urgência é uma ilusão produtiva, mas perigosa. Muitos criadores percebem, anos depois, que as obras feitas “na pressa” carregam energia, mas raramente profundidade. O tempo ensina que desacelerar em algum momento do processo não é preguiça, é respeito pela ideia. A repetição não é inimiga da criatividade. É, na verdade, o campo onde ela cresce. Artesãos, pintores, fotógrafos, criativos em geral, todos compartilham a mesma descoberta: a originalidade emerge depois de muita repetição, não antes dela. E eu exercito isso diante de uma agenda semanal onde eu reinvento cada semana de um ano inteiro.

O abandono faz parte do método. Deixar uma obra parada, voltar meses depois e ver com outros olhos não é falta de disciplina. É uma etapa legítima. Não se envergonhe por ter deixado uma obra para trás, eu já deixei várias e com o tempo, retomei e transformei em coisas grandes. Você também consegue. O tempo cria distância, e distância cria clareza. O que envergonha hoje, amanhã ensina. Os trabalhos antigos que você não suporta olhar são justamente os que mais revelam sobre sua evolução, assim como os tantos textos com erros de português do começo do site que eu quis deixar aqui como aprendizado, porque tudo é aprendizado. O desconforto diante deles é sinal de crescimento.

A consistência é mais reveladora do que o talento. O tempo mostra que os criadores que persistiram — mesmo sem talento excepcional no início — constroem algo que os talentosos impacientes nunca constroem: um corpo de obra. E é no conjunto que o sentido aparece. O olho que você tem hoje foi construído por tudo que você olhou antes, mesmo sem perceber. Cada referência absorvida, cada cidade observada, cada design que chamou atenção mesmo sem você saber por quê, tudo isso está sendo processado. O tempo não desperdiça nada do que você observa. O processo criativo não é linear. É sedimentar. Camada sobre camada.

O primeiro post do dia no Site Josivandro Avelar. Um tema por semana, com uma pergunta por dia sobre assuntos relacionados a arte, cidade e comunicação. Pergunte o que quiser, eu posso lhe responder.

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