# Entre o sentimento e a palavra

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- Published: 2026-09-03T22:15:00-03:00
- Author: Josivandro Avelar

### Quando você tenta comunicar algo que te move profundamente, o que se perde no caminho entre o sentimento e a palavra — e vale a pena buscar esse fragmento?

##### Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim

Comunicar nem sempre é um caminho que se percorre em uma pista estável. Alguma coisa
se perde quando você não consegue transmitir a mensagem com clareza ou quando o 
outro não sabe ouvir. Principalmente quando existem coisas que nos movem de maneira
tão profunda que, quando a gente não se sente incluído em um ambiente, sente que
aquele ambiente não é para a gente, e por isso, não adianta estar ali por estar.

Porque é sobre não querer ser um mero figurante quando você tem o potencial de ser
parte ativa em uma conversa. Existem os que interditam o debate por acreditarem 
que suas ideias são definitivas e nada mais pode ser inventado. Quando você sente
que é isso que está acontecendo, é a prova definitiva de que sim, você não se enquadra
nas regras deste lugar. E é essa a sua principal qualidade, talvez isso assuste 
quem interdite o debate.

Por isso, desenvolver a escuta ativa é tão importante quanto falar, e você sabe 
o momento certo de buscar o que está faltando, se é que em algum momento existe 
alguma coisa faltando nessa dinâmica de comunicação, principalmente sobre as coisas
que te movem profundamente. Afinal, o diálogo verdadeiro só acontece quando ambas
as partes estão dispostas a conversar, a dialogar, a colocar os seus pontos na mesa
sem a necessidade de uma torcida.

Trata-se de criar conexões reais, e não de vencer debates, afinal de contas, ideias
se confrontam, mas não podem ser derrotadas como se fosse uma disputa com vencedores
e vencidos. E talvez essa seja para mim uma das coisas que se perdem no caminho 
entre o sentimento e a palavra: a pureza da intenção original, muitas vezes superada
pelo desejo de ter razão a qualquer custo.

E não é isso que eu busco, na certeza de que não existem ideias definitivas, onde
a solução é essa e nada mais importa, mas de coisas que podem ser aperfeiçoadas 
a qualquer momento, mesmo que uma ideia seja modificada, afinal de contas, quando
vivemos em um mundo de ideias definitivas, a gente se sente podado, a gente se sente
deslocado, a gente sente que não consegue fazer absolutamente nada.

A verdadeira comunicação exige, antes de tudo, disposição e empatia de ouvir sem
julgar, afinal de contas, todos nós temos ideias, todos nós pensamos de uma forma
completamente diferente do outro, todos nós somos diferentes e entendemos a diferença.
Ou ao menos, acreditamos que poderia ser assim. Será tão difícil assim?

Eu queria acreditar que as coisas poderiam ser diferentes, mas eu mantenho a esperança,
afinal, pelo menos é nisso que eu sigo acreditando, por mais que não queiram que
assim seja. E olha, sempre tem. E eu vou manter o meu direito de questionar, porque
se não for assim, minha existência não faria sentido, e eu jamais vou ser um figurante.
Eu não aceito esse papel.

Entre o sentimento e a palavra existe a barreira daquilo que acreditam que não pode
ser questionado. O questionamento é sempre válido, a crítica também. O que importa
é aperfeiçoar, é trabalhar para que as coisas sejam melhores, e não somente definitivas.
São essas as ideias que eu busco ter e aperfeiçoar. As ideias dinâmicas. E são as
ideias que me movem a ir cada vez mais além.

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