# Criar para pessoas

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- Published: 2025-11-28T21:55:00-03:00
- Author: Josivandro Avelar

### Como você entende a relação entre criar para pessoas e criar para o espaço físico onde elas vivem?

##### Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim

Uma das minhas maiores metas de vida é deixar marcas no mundo. Pois eu acredito 
que assim, eu estaria deixando um legado que vai além do que se vê, seja parte da
rotina das pessoas. Uma das minhas maiores insatisfações em trabalhar com arte era
essa: eu estava pintando quadros e pensando: “quem é que vai ver?” ou “isso vai 
ser visto pelas pessoas como arte?”, coisas assim. Não queria somente me resumir
a fazer pinturas que fossem penduradas nas paredes, que se resumissem apenas as 
paredes de casa, e que nunca seriam exibidas em museus ou coisa assim. A gente sempre
sonha coisas grandes, e eu mesmo não tenho medo, nem posso ter vergonha de sonhar.

O que a gente aprende, a gente não desaprende. E leva para os passos que planeja
dar para o futuro. Não para menos, não abandonei a arte, bem longe disso. O que 
eu quis foi transformar a arte em uma parte importante da minha criação e um dos
meus principais diferenciais para os meus projetos de criação visual. Não é uma 
coisa que eu queria apenas para ser vista e só. Queria que fosse funcional. E meio
que as coisas que eu fazia apontavam para esse caminho. Porque eu via a cidade e
pensava o quanto ela poderia ser uma vitrine mais atraente do que uma simples parede.
Era isso que eu queria, foi nisso que eu quis investir.

E o momento em que eu larguei os cursos de desenho e pintura para focar nos estudos
de uma forma geral, para lá na frente conseguir um curso superior em uma área que
me permitia ser criativo, de certa forma, foi uma ruptura. Eu precisava dessa ruptura
para que as pessoas entendessem o que eu queria e o que eu não estava mais encontrando
na arte convencional. Foi a partir daí que eu compreendi o que eu queria para mim:
não era enxergar a minha criação como um adereço de parede, mas como um elemento
fundamental para a composição de cenários que fazem parte da nossa rotina. É exatamente
aqui que eu quis fazer o possível para que a arte chegasse para pessoas onde quer
que elas estivessem.

E trabalhar com artes visuais, criação visual ou qualquer outra coisa que chegue
perto do que é visual, me permite isso. Não é para menos que um dos maiores projetos
de artes visuais que eu já fiz não foi uma pintura sobre tela, e sim uma campanha
publicitária na escola onde eu estudava onde eu desenhei dez cópias de cartazes 
para anunciar uma rifa beneficente, com um conceito pronto e apenas desenhando as
réplicas, de modo que essas dez cópias não eram bem cópias, mas dez desenhos que
eu fiz de maneira igual, para anunciar a rifa de um celular Nokia 1100, só para 
vocês terem noção de que isso foi na época que eu fazia curso de desenho e pintura.

E é sobre isso, sobre como eu queria que as pessoas consumissem e entendessem o 
que eu faço. Eu não queria fazer arte apenas para as pessoas verem e ficarem apenas
nisso. Não queria criar artes apenas para serem vistas em exposições. Elas certamente
seriam esquecidas. Eu queria fazer alguma coisa que as pessoas pudessem se sentir
parte, que estivesse na rotina delas, que estivesse no cenário da cidade, em algum
lugar que não fosse um lugar onde as pessoas que eu quero alcançar estivessem privadas
de ver. Quero fazer criação visual para todos, independente de onde elas estão, 
sendo apenas uma parte importante do cenário delas.

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