# #ContentTalks: Num instante, em estante

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- Published: 2023-07-24T20:08:50-03:00
- Author: Josivandro Avelar

#### A assistente de IA explica:

 * O autor precisa otimizar o espaço de armazenamento para guardar seus materiais
   de trabalho, documentos e desenhos.
 * Ele encomendou uma estante para ampliar seu espaço de trabalho e trazer sua vida
   em documentos para perto de si.
 * O autor deseja ter um lugar próprio para desenvolver sua criatividade, mesmo 
   estando na casa da mãe.
 * Ele separou seus documentos pessoais dos de seu irmão e comprou escacelas para
   organizar seus arquivos da faculdade.
 * Mesmo aguardando a chegada da estante nova, o autor está pronto para colocar 
   tudo o que precisa em sua mesa e liberar espaço.

Todo ano é assim: os trabalhos crescem, os materiais também, e você precisa otimizar
o espaço para guardar logo tudo o que você precisa, afinal, você precisa ter o seu
material de trabalho mais próximo de você. Para mim, não apenas o material de trabalho.
A minha vida toda, na verdade. Ela cabe em várias estantes, mas eu quis arrumar 
uma estante só. Afinal, num instante a gente precisa de uma estante.

E eu realmente fiz isso. Encomendei uma estante justamente para ir liberando espaço
e estendendo o espaço na mesa de trabalho. E mais que ampliar, trazer a minha vida
em documentos e desenhos para perto de mim, como um modo de ter o que eu tenho por
perto para o momento em que eu precisar do meu próprio lar.

Eu prefiro sentir que eu não quero ficar aqui na minha casa por muito tempo. Que
eu vou precisar ter um lugar para chamar de meu, pois por mais que eu esteja na 
casa da minha mãe, eu sinto que não estou em um lugar propriamente meu, que eu quero
um lugar para desenvolver melhor a minha criatividade.

Eu trabalho do lado do meu lado do guarda-roupa, onde ficam (adivinha!) as minhas
roupas. Separei documentos pessoais que antes estavam misturados aos do meu irmão.
Tudo devidamente separado, não quero misturar. E tudo isso depois que eu passei 
um fim de semana inteiro comprando escacelas nas papelarias do bairro.

Isso porque num canto esquecido do corredor estavam arquivos dos meus tempos de 
faculdade que estavam separados em pastas por período. A cada seis meses eu comprava
uma pasta. Eu renovei as que estavam avariadas, comprei outras novas, e reaproveitei
o que poderia ser reaproveitado para guardar mais arquivos e desenhos, cadernos 
que eu já usei, essas coisas.

No fim, eu comprei seis escacelas, joguei três antigas no lixo, sendo que duas foram
destruídas por ferro de passar que colocaram inadvertidamente próximo delas e uma
eu tinha comprado, mas chegou quebrada. Nem quis correr atrás do prejuízo. Sete 
reais se recuperam. E as escacelas antigas que sobraram passaram a ser usadas para
acondicionar outros papéis e documentos.

Até porque a estante nova não chegou. Quando chegar, as coisas estão prontas para
que eu coloque tudo o que eu preciso aqui do meu lado, na minha mesa. A quantidade
de coisas dá para liberar espaços da mesa e outras coisas mais. Fora os espaços 
que eu quero reservar para novos itens e conquistas. Sempre vai aparecer alguma 
coisa.

Que pode ser maior que o meu quarto, que eu ainda divido com meu irmão. Num instante
eu vou conquistando os meus espaços, e deixando a minha história em uma mesa e uma
estante. Que depois se tornam um quarto. Que depois se tornam um lar.

E cada conquista dessas vale muito. Pois num instante, tudo se guarda em uma estante.
E eu quero deixar a minha história a minha vista.

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