# #ContentTalks: A era “Blue” das redes sociais

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- Published: 2023-02-20T20:40:45-03:00
- Author: Josivandro Avelar

Durante muito tempo, senão o que se entende por existência, as redes sociais eram
e sempre foram, como sempre serão, gratuitas. Só que ninguém vive de luz, nem mesmo
quem gere as redes sociais. Elas passaram a se sustentar por propaganda, tráfego
pago, essas coisas até que a receita diminuiu e muitas big techs tiveram até de 
demitir. Algumas redes sociais começaram a oferecer planos “Blue” para expansão 
das funcionalidades das redes. E então, será que começamos a viver a era “Blue” 
das redes sociais?

Quando Elon Musk incluiu o selo azul de verificado no plano pago Twitter Blue, muita
gente chiou, principalmente quem já tinha o selo de verificado legado, conquistado
pela notoriedade quando na prática aquele check serve para comprovar que a conta
é realmente daquela pessoa. O plano chegou a vários países, incluindo o Brasil, 
e bem, a princípio parecia que era doideira do Musk para tentar levantar recursos
para fazer a rede que ele comprou se pagar – e ele não pagou barato: comprou a rede
social do passarinho por 44 bilhões de dólares.

Mas sabe como é, as loucuras de quem sai na frente são uma escola, e quem está querendo
entrar para ela é a Meta, que do mais absoluto nada anunciou um plano pago nessa
mesma linha do Twitter Blue, só que para o Facebook e o Instagram, no que o usuário
pode desembolsar US$ 12 (60 reais na cotação mais aproximada) para ter assistência
dedicada, recursos de segurança, prioridade em praticamente tudo nas plataformas,
e ele: o check azul, que não seria concedido de qualquer jeito, e sim com upload
de documentos.

Pois bem, chegamos naquilo que eu venho batendo na mesma tecla de que não existe
almoço grátis e que as redes precisam, logicamente, se manter, e você deve saber
que várias delas saíram mandando gente embora. Como pensar em lógica de divisão 
de custos desse jeito, ainda mais quando a maioria dos usuários reclama das propagandas
que vê nas redes? É uma eterna corda-bamba trabalhar com rede social, mesmo que 
eu tenha dito que não pensaria nessa possibilidade. Mas é preciso logicamente também
pensar nos prós e contras.

E isso logicamente vai impactar nas questões de audiência, visibilidade, essas coisas,
e não só para mim, mas para muita gente que bem, eu avisei que só apostar em redes
sociais seria furada se você não tivesse um ambiente próprio. E muita gente coloca
toda a sua aposta de conteúdo nas mídias sociais, no que para mim é apenas um veículo
de divulgação. Ok que eu tenho despesas com o site, mas ele me garante que eu não
vou ter sobressaltos com qualquer loucura que acontecer nas redes sociais. E como
eu preciso delas para divulgar o que eu publico aqui, sim, eu estou numa corda-bamba.
Mas calma, as coisas melhoram!

E então, será que quem trabalha com criação de conteúdo está disposto a assumir 
essas despesas? O tempo dirá. Afinal, tudo no mundo tem um custo. Manter um site,
eu sei bem disso. Agora rede social, também, e muito alto, afinal, sem publicidade
nada se sustenta a não ser que você pague. Talvez isso ajude as pessoas a entenderem
que o conceito de “internet livre” propriamente dita não existe. Livre mesmo, só
um bate-papo na calçada.

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