O que você espera que permaneça do seu trabalho daqui a alguns anos?
Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim
Como sementes lançadas ao vento, nossas ideias desenham o mapa do amanhã nas paredes da alma urbana. O que hoje é traço, amanhã se torna a herança invisível de quem ousou sonhar a cidade. Daqui a alguns anos, ideias como as de hoje serão passado, mas passado em que sentido? Do tempo, porque as ideias seguem sendo cada vez mais atuais.
E talvez seja isso que explique tantas ideias duradouras que eu venho criando ao longo de duas décadas de conteúdo e criação. Elas continuam a ecoar nos espaços que ajudam a transformar através do tempo. Afinal, eu entendo que as ideias não são somente para o agora. Precisam, de certa forma, deixar um legado para o amanhã.
Construindo memórias duradouras, a gente entende que o valor de um legado não reside somente na permanência da matéria, mas também no afeto que deixamos guardado na vida das pessoas. O que eu quero é justamente isso: não pensar que eu estou fazendo isso para o agora, para o hoje, e sim para o que ainda virá por aí.
E é exatamente essa essência que continua viva em cada projeto criado, transformando o cotidiano em arte e poesia. A essência das coisas que não se perdem e nem devem se perder. A essência do momento que merece ser guardado, não somente como uma fotografia, mas como o que a gente quer que fique gravado para sempre na alma.
É o que eu espero que permaneça daqui a alguns anos, com a experiência de quem colocou no ar mais de 10 mil posts só no site, e sabe-se lá quantas ideias porque eu perdi as contas. Ideias em forma de desenhos, ideias em forma de texto, ideias em todas as formas que eu puder deixar. As ideias surgem, as melhores permanecem.
Ideias que atravessam o tempo, e que ao mesmo tempo, nem saibam o que possa ser esse tal de tempo, porque o que a gente cria precisa ser atemporal, precisa ser o momento que a gente leva para sempre, precisa ser o momento que tem que ser guardado e que não se desperdice, das memórias duradouras que a gente tem e das memórias que a gente cria ao longo do tempo.
É só isso que eu espero. E eu sei que eu estou no caminho certo porque é assim que eu aprendi a ser, é assim que eu sou mesmo sem aprender, é assim que eu crio a minha consciência criativa. A essência que fica gravada, a essência que nunca se perde. O que eu espero que permaneça do meu trabalho é essa essência, a partir do que de muitos anos atrás eu levei para o hoje.
Assim a gente constrói memórias duradouras. Porque sabe da importância que uma ideia tem quando envelhece. Porque ideias, aliás, elas não envelhecem. Elas se atualizam. E ganham novas formas de transformar o mundo quando se parte de algo que um dia já esteve na cabeça. Afinal, tudo sempre esteve ali, tudo sempre há de estar, para o momento certo de se transformar em realidade, mesmo que leve anos para isso.
Afinal, as ideias que envelhecem bem são aquelas que são úteis e práticas para todos os momentos, e que no momento certo se provam cada vez mais funcionais. É o que eu busco, é o que eu estou fazendo no momento do agora, para o momento do amanhã. Porque o amanhã precisa de boas ideias, e o que hoje existe, tem base no ontem. E assim seguimos construindo o futuro na certeza de que o futuro de verdade se renova em todos os sentidos.
#SetePerguntas
O primeiro post do dia no Site Josivandro Avelar. Um tema por semana, com uma pergunta por dia sobre assuntos relacionados a arte, cidade e comunicação. Pergunte o que quiser, eu posso lhe responder.











