# CIDADE ENGARRAFADA

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- Published: 2009-09-15T00:41:00-03:00
- Author: Josivandro Avelar

Depois de quase quatro dias sem postar, era hora de voltar para cá e colocar os 
assuntos em dia, já que o blog está cada vez mais visto e precisa de mais assuntos,
mais notícias, mais histórias, enfim, mais coisas para serem mostradas por aqui.
E para marcar esse retorno, é hora de falar de um assunto sério, que acontece em
João Pessoa, mas é um problema de várias cidades Brasil afora, em especial as capitais,
embora cidades-pólo interioranas também não escapem desse problema. É o cada vez
mais crescente trânsito das grandes cidades.

Volta e meia é comum presenciar um acidente ou atropelamento na Epitácio Pessoa,
a principal via de acesso da capital paraibana. Hoje mesmo aconteceu um acidente
desses: um ciclista estava sendo atendido pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel
de Urgência) no cruzamento dessa avenida com a Expedicionários (para quem mora em
João Pessoa, fica em frente a sede da Igreja Universal). Talvez tenha sido atingido
por um carro que não estava no local do acidente. E a Epitácio será o exemplo que
usarei nesta análise que vou fazer no decorrer da matéria, já que é a rua mais movimentada
de João Pessoa, para demonstrar o quanto o trânsito da cidade cresce e o quanto 
é preciso que se tome providências necessárias para amenizar os eventuais engarrafamentos.

Grandes ou pequenos, com feridos leves ou com vítimas fatais, andar na Epitácio 
é um teste de paciência para os motoristas. Que talvez nem precisassem se utilizar
daquela via: a Beira Rio, por exemplo, é uns 100 metros maior que a Epitácio, e 
não é tão movimentada quanto ela. Enquanto na Beira-Rio o trânsito é tranquilo, 
na parte duplicada da Pedro II o trânsito flui de modo considerável, passar na Epitácio
segue sendo um desafio, principalmente, é claro, nos horários de pico.

Só para citar exemplos, os cruzamentos mais críticos na minha opinião são os seguintes:
o da Av.Expedicionários até o Shopping Moriah, trecho aliás onde aconteceu o flagrante
de hoje, e, como não poderia deixar de ser, o da Rui Carneiro, e todos no sentido
saindo do Centro, o que reforça a necessidade de se construir vias alternativas,
ou mesmo, conscientizar os motoristas a usarem essas vias, pois não adianta construir
alternativas se não se estimula o motorista a utilizá-las. E já existem: a própria
Beira Rio, que possui duas alças que a conectam com a BR-230, e a Pedro II, que 
não por acaso foi duplicada justamente por isso; _desafogar a Epitácio Pessoa._

Tanto que no ranking das vias onde ocorrem o maior número de acidentes, a Epitácio
lidera. Culpa na maioria das vezes da imprudência dos motoristas, já que a avenida,
diga-se de passagem, é bem sinalizada e apresenta boas condições. E a STTrans sabe
disso, e sabe o que fazer, tanto que continua estudando novas alternativas para 
desafogar o trânsito da avenida. Tudo para que a Estrada da Praia de outrora tenha
um trânsito mais fluente e responsável.

A cidade cresceu num ritmo completamente frenético, a frota mais ainda, e o crescimento
de ambas acontece de forma acelerada, mas o crescimento de uma não parece acompanhar
o crescimento da outra. Está aí o trânsito de várias vias da cidade que não deixa
mentir. E é preciso se fazer mesmo alguma coisa para se resolver o problema e balancear
o crescimento, de modo que o aumento da frota possa vir acompanhado da melhoria 
das vias públicas, entre outras providências, como investir em transporte público,
incentivando as pessoas a deixarem o carro em casa e usar meios coletivos, como 
também o incentivo ao uso de meios alternativos como o uso da bicicleta e a consequente
construção de ciclovias para que os ciclistas trafeguem com o máximo de segurança.

Ou caso nada seja feito, a cidade para nos engarrafamentos. E ela precisa andar,
pois se a cidade é um corpo, as veias e artérias precisam fluir justamente próximas
ao coração da cidade em direção as outras partes desse grande organismo chamado 
João Pessoa.

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