# Cada obra sobrevive à sua própria época

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- Published: 2025-11-21T23:10:00-03:00
- Author: Josivandro Avelar

### Como você lida com a responsabilidade de saber que cada obra pode sobreviver à sua própria época?

##### Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim

Existem obras que possuem estilo. Existem obras que retratam os momentos de uma 
época. Das coisas que a gente aprendeu ou muitas vezes pode ter esquecido. Cada 
obra sobrevive à sua própria época, e mais do que isso, conta as histórias dessa
época, para que a gente retrate, para que a gente reproduza, para que a gente saiba
que em momento algum desaprendeu. A gente sabe contar histórias e é isso que importa,
afinal, o que a gente conta, não será desfeito, ficou para sempre e é assim que 
a gente memoriza as coisas. Faz ideia de quantas histórias foram contadas ao longo
desses quase 17 anos? E do quanto ainda está por vir?

Produzi mais de 1400 artes, entre artes tradicionais, digitais, telas, o que poderia
me classificar tranquilamente como um comunicador visual, um artista visual, alguém
que não tem um veículo definido, se faz a tela, se faz no papel, se faz no digital,
mas faz coisas que as pessoas veem. Muitas histórias ainda hão de ser contadas com
o reforço em identidade visual, afinal, eu não sou uma pessoa que faz uma coisa 
só. E eu tenho certeza que eu posso contar uma história ou várias através de uma
arte, e esse retorno para a identidade visual tem esse objetivo: eu quero contar
histórias de modo visual, quero que as histórias dos clientes se entrelacem com 
as minhas.

Criar é uma aventura, e eu tenho ciência disso a cada obra que eu faço, na certeza
de que eu posso fazer melhor a cada tempo, não para menos cada registro conta, cada
momento conta, todo tempo é tempo para criar e entender como a gente quer registrar
o tempo de agora para o tempo do futuro. É assim que a gente conta história no presente,
pensando que aquilo vai virar passado, pensando em como queremos que aquilo seja
visto no futuro. E eu me jogo nessa aventura. Me aventuro onde eu acredito que eu
posso fazer uma coisa extraordinária. Me aventuro onde eu acredito que eu posso 
deixar uma marca no mundo, o que eu consigo fazendo o meu trabalho com artes visuais.

As minhas obras foram criadas com esse objetivo, o de sobreviver ao tempo e contar
a história de como as coisas foram no momento em que eu as criei. E eu as fiz como
se fossem documentos. Aliás, as minhas obras por si só são documentos! Porque elas
não seriam? Porque um desenho não seria documento de uma época? Afinal, documentos
são obras que sobrevivem ao tempo, a época e ao momento, pois ajudam justamente 
a isso: documentar a história. E é a partir daqui que a gente começa a entender 
a importância de cada obra na história. O de entender cada tempo e cada momento 
com base nas obras que eu faço.

É assim que eu seguirei criando as minhas obras, na certeza de que o tempo de hoje
será registrado para ser contado lá na frente, afinal, todo tempo importa, todo 
momento importa, e não se pode descartar o tempo que se tem, porque esse tempo não
volta. E a única maneira de registrar esse tempo é assim, documentando. E como eu
documento as minhas coisas? Contando as minhas histórias, fazendo arte, afinal, 
é isso que eu sei fazer e é isso que eu seguirei fazendo. É assim que cada obra 
sobrevive à sua própria época, sendo um documento vivo e ativo do tempo em que essa
obra foi feita, para lembrar do tempo que passou.

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