# A minha primeira opção

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- Published: 2026-02-01T23:45:00-03:00
- Author: Josivandro Avelar

Hoje é 1º de fevereiro, e sabe que dia é hoje? Dia do Publicitário. Sim, dia da 
carreira pela qual eu sou formado, mas será que eu me sinto realmente um publicitário
pela minha formação acadêmica? Sim e não e sei lá o quê. A gente se pega refletindo
sobre as escolhas que faz e que ficam para toda a vida, e pensa: poderia ser assim
ou poderia ser melhor? Se tudo tivesse dado certo e eu realmente me firmasse na 
minha primeira opção?

A minha primeira opção nem era escrever essa crônica. Eu tinha até escrito outra
e deixado tudo pronto para postar, mas aí eu lembrei: eu não publiquei nada sobre
o Dia do Publicitário nas minhas redes sociais. Pensei: eu tenho um cronograma e
não tinha um espaço para isso. Ou seja, não era exatamente uma prioridade para mim,
e não, não era só, talvez, pela falta de espaço na agenda do dia.

Então eu guardei a crônica que eu queria ter postado hoje e resolvi escrever essa
crônica no Dia do Publicitário com essa reflexão ora pensativa, ora confusa, ora
bem atrapalhada muitas vezes, mas vocês vão me entender conforme forem lendo. Tudo
isso para me lembrar justamente disso: se eu me sinto aquilo que eu realmente me
formei ou se eu sinto que deveria ter investido na minha primeira opção. Se eu realmente
me encontrei nesse meio.

E talvez eu tenha um monte de motivos para tentar ainda me encontrar nesse meio,
justamente porque fiz vários trabalhos, todos eles em freelance, mas nunca efetivamente
me inseri no mercado. Se alguma coisa foi mais beneficiada do que qualquer outra
nesses anos depois que eu me formei, foi o conceito do site. Que não necessariamente
são bem publicitárias. E você deve ter percebido isso ao longo do tempo.

Muito do que eu fiz aqui, fiz mais pensando não só na carreira que eu me formei,
mas na carreira que eu naturalmente teria. E até mesmo em coisas que eu descobri
que sabia fazer sem nem mesmo imaginar, como colocar este site no ar sem ajuda de
ninguém que conhecesse linhas de código e TI. Mas a minha natureza? Ela é curiosa.
Nada vai mudar isso. Nada vai mudar a minha natureza de investigar, de pesquisar,
de falar o que eu quero falar.

E essa natureza curiosa que eu não quero jamais mudar, e não mudou nessa carreira
que eu me formei, talvez explique a longevidade do meu projeto, já tem quase 18 
anos e surgiu quando eu ainda era um estudante de ensino médio. E aqui estão histórias
dessa época. Histórias que hoje são exatamente isso: história, porque o que a gente
aprende são coisas que para se transformarem em história, necessariamente envelheceram.

Confesso que muitas vezes, fui mais jornalista do que publicitário, mesmo eu nunca
tendo me formado nessa carreira, muito receoso se eu me consideraria assim por causa
da formação acadêmica ser outra, e muito pensativo se eu levaria essa ideia, que
está inclusive registrada como sonho do meu primeiro post deste site, afinal de 
contas eu tenho 37 anos e talvez eu possa tentar levar esse plano adiante.

As portas que eu acreditei que estariam abertas na publicidade nunca estiveram tão
abertas, e talvez eu imagine que o motivo esteja além de um simples conceito de 
mercado. Talvez eu queira mais, e eu sei, essa não era a minha primeira opção. Ela
era jornalismo, é verdade. Ela continua sendo mesmo eu tendo me formado em publicidade,
mas eu não me arrependo do passo que eu dei, muito pelo contrário.

Aprendi muito com a formação acadêmica em Publicidade e criei uma bagagem que vai
me servir bastante, como já está me servindo. E isso é uma coisa que eu guardo para
sempre, para além da própria experiência acadêmica e das amizades que eu levei da
época da faculdade, e olha que já faz mais de uma década que eu me formei. Mas profissionalmente,
ainda estou me encontrando nesse meio, se é que eu acho que eu me perdi.

Mas é aquilo: mesmo sendo filho de uma vendedora, eu não aprendi a vender, e essa
é uma coisa que eu não sei – e eu não tenho vergonha de falar isso. Se nem a minha
mãe me ensinou, não seria a faculdade que faria isso. É do meu instinto e da minha
natureza. De tudo isso, eu só diria uma coisa, diante de toda essa reflexão: a minha
primeira opção sempre foi comunicar.

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