Sei, você deve estar se cobrando por resultados que acredita que deveriam aparecer agora. É quando a régua interna começa a subir sem aviso. Tudo parece pouco, lento ou insuficiente — mesmo com esforço real acontecendo. Esse esforço está aparecendo e muitas vezes a autocobrança que você faz te autossabota.
E é nesse ponto que eu quero chegar, sobre a nossa autocobrança, sobre como a gente trata isso na base do excesso, e quando isso vira uma sabotagem contra a gente mesmo, afinal, o nosso maior adversário nessa trajetória, nem sempre é o outro, é a gente mesmo, que coloca coisa demais na cabeça e se atrapalha de propósito.
Tudo o que a gente não quer é justamente isso, acreditar que nada está dando certo porque a gente se acomodou logo de cara, sem entender o que é essa acomodação de fato, sentindo que tem coisas que não andam. Você tem certeza disso? Ou é algo que você colocou na sua cabeça? Pois se sim, tire essa ideia da sua cabeça. É um modo de se autossabotar.
Quando foi que você passou a se cobrar? Muitas vezes a gente teme que as coisas não saiam como o planejado, mas nem lembra que o ciclo começou agora. Estamos em janeiro, temos apenas 23 dias de ano cumprido. Mal começamos a construir a trajetória do ano de 2026 pelo alicerce, falta muito ainda para chegar no teto e no acabamento. A premissa básica é não ter pressa. É deixar fluir, ver como as coisas vão ser.
Essa conversa que eu estou tendo com você hoje é um alerta direto: cobrar demais não acelera, trava. Autocobrança sem compaixão vira um inimigo silencioso que mina a constância e rouba prazer do processo. E é claro que não é isso que você quer. Muitas vezes você duvida de si mesmo e pensa: será que eu vou conseguir chegar até o final? Será que tudo vai dar certo? Será que eu consigo fazer o meu trabalho da melhor maneira possível?
Aqui o ponto é equilíbrio: responsabilidade, sim. Chicote interno, não. Crescer exige firmeza, mas também exige cuidado com quem está fazendo o caminho. A gente tem essa mania de se exigir muito, de acreditar que pode ir além do seu próprio limite, mas precisa antes de mais nada entender a sua trajetória, o que te fez chegar até aqui, qual é o seu real limite. Você realmente está pronto, assim se sente?
Pois bem, meu amigo, deixa eu te contar uma coisa: se você está começando, se você chegou até aqui, saiba que você chegou até aqui porque no ano passado, você começou, chegou no meio e concluiu a trajetória. E assim foi nos anos anteriores. A gente sempre acha que tudo vai ser melhor justamente porque a régua está mais alta e você conseguiu coisas maiores. Afinal, o que você conquistou, ninguém te tira, ainda mais conhecimento.
Por isso, você sabe onde está, você sabe como começa, você sabe como vai terminar. Para que tudo termine como você quer, tudo o que você precisa ser é firme na caminhada que você começou a trilhar. Ser exigente não é ser cruel consigo. É entender o seu limite e até onde você pode chegar, ainda mais quando você mesmo se conhece e sabe muito bem desses limites. Assim, você entende até onde pode chegar. E segue a caminhada.
#31conversas
Todo mês de janeiro tem #31conversas sobre a vida, o começo do ano, planos, muita coisa. Uma conversa por dia durante todos os 31 dias do primeiro mês de cada ano, sem tema, sem nada: não precisa partir de uma pergunta, uma boa conversa já é o suficiente.












